A solidão me aporta sedenta pedindo explicação e cor em pleno sábado de Agosto -é os agostos.
Celso Andrade
domingo, 28 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
Mas o vazio sempre presente, ocupando as lacunas deixada pelos dias.
Onde será que se encontra Deus?
No mais distante de toda essa euforia para pedir sossego.
Incompleto, Introspecto, Inato de dor, Invisível para além de mim mesmo.
Celso Andrade
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
E nesse tempo, houve excessos, urgências demais, saídas frenéticas, dias deitado sem saber se é manhãou noite, falta de diálogo, desencontro... Expectativas frustradas, bobas ansiedades carregadas dias afora, barulho inexistente onde o telefone se desconhece, onde não me encontro, onde também me desconheço, me perco e sequer me procuro, nenhuma ajuda, nenhuma fuga, e eu desapareço e ninguém imagina que estou morto, que sou um fantasma tentando aprender o jeito certo de dizer sim, e encontrar o fio da meada.
Celso Andrade
Celso Andrade
terça-feira, 2 de agosto de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Como esquecer
Tão familiar e sempre presente,
me veio visitar aquela dor
esquecida,
aquela dor de sabor corriqueiro.
E eu sem nenhum charme,
nenhum pudor
não pude evitar me afogar em lembranças.
Não estar mais preso a nenhum laço,
nenhum detalhe perturbante me tranquiliza.
(Celso Andrade)
sábado, 25 de junho de 2011
Qualquer caminho é melhor quando o que se tem é pouco ou nada, sair da encruzilhada escura e fria, reconhecer a estrada, qualquer lugar mesmo sem saber que se arrependerá ou não. Dores virão de manha cedo te cutucar, assoprar sua manhã sem menos esperar. É inexprimível, não posso viver sem mim mesmo sem querer sou a própria companhia da alma.
(Celso Andrade)
(Celso Andrade)
quarta-feira, 22 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Oculta e áspera so-lidã-o
Sozinho em espécie, me excedo em silêncio, de mim já não sei, não me procuro mais, não me encontrei em canto algum, dizem que estamos com Deus. Avisaram que da própria companhia nos restará dias em que estarei comigo mesmo, mas não lembraram o "definitivamente abandonado".
Celso Andrade
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Hoje é domingo e tenho medo do "nunca mais", não tenho espírito para saídas, conversas, telefonemas(meu celular daqui uns dias para por inutilidade), sem espírito para aquitetar encontros, excluir pessoas do meu círculo, caminhar, olhar sem extrair. Tentarei ser mais breve no abraço, mais curto na despedida, mais rápido na saída, tentarei a mudança de código, a distância será prolongada, quando topar comigo na rua serei outro, não ouse repetir esse nome, não lhe ponha outra face além dessa serena e imutável.
(Celso Andrade)
quarta-feira, 1 de junho de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
E eu que não tinha muita fé, esperança, era de esperar todo essa gambiarra, não poderia o suicídio me livrar, a dor da caminhada, eu era cético, ocupava pouco espaço, ouvia demais, ria de menos, sonhava demais, só queria ter sossego, mais essa coisa de informação, mexeu comigo, me tirou o sono, o sossego, eu queria que tudo desse certo, que as coisas fossem um pouco mais fáceis, desde moleque questionava tudo, porque tendemos a infelicidade, se o que se busca é o contrário, é o sossego de espírito? E o que faço com isso que sempre sobra no peito? Mato?
(Celso Andrade)
Vou
Porque o tempo me chama
Me rói
Me usa
Abusa da minha bondade.
Sentinela a espreita
Me come aos poucos
Aos pedaços arranca.
Não existe verdade
No tempo
Só a vaidade é eterna
E o mundo?
Arranca-me o pudor
Leva-me ao avesso
Tira-me o sono.
Apresso os passos
Não tem jeito
Me derruba
Me amassa
Depois me levanta
Dizendo-se esperança.
Caio outra vez
Alicia-me
Chamando-se Whisky
Me tira a virgindade
Parindo alegria
Nega pensão
Chamando-se vida.
(Celso Andrade)
Liquidez
De maneira ou de outra eu sempre me pergunto: sobreviverás a mais uma despedida?
O outro vai e te leva junto, não o corpo, a alma, e faz o que quiser até que numa luta desigual você vira um vaso de flores outra vez e vive regrado pela água que te jogam sempre que precisa.
Silenciosamente me chamo sozinho, num escuro quarto molhado ao vento, lembro-me de alguém, nostalgia foi à maneira mais exata que fizeram para cortar os pulsos do ócio.
Ingênuo, me chamo sem-paciência, sem fé porque nada que não esteja a sua frente existe, nem isso que chamamos amor, até que ele apareça na sua frente não acredite.
(Celso Andrade)
sábado, 21 de maio de 2011
Vivo entre sombras
entre sustos
entre pessoas.
Eu me lembro de tudo
Eu fui ferido
Estou sem paz.
Estou com medo
Medo do medo de voltar
Ando apavorado
Ando descalço
Ando armado.
Só os que emergem sabem
Precisamos viver
Precisamos sonhar
Não temos saudade
não temos paz
Só queremos ser
nós outra vez.
Recomeçar
Hoje eu vou sair pra ver a lua,
me esconder dos carros
Vou roubar flores na rua.
(Celso Andrade)
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Um sopro, um susto..
É pesado esperar, ceder espaço é fardo pesado.
Das linhagem dos românticos, sou o que não se encaixa em nada.
Deveras sentir o que toco, beijar o infinito inexistente.
Se eu soubesse, se você soubesse que loucura nos rodeia.
Chegue bem perto, e observe a leveza do olhar, a dureza do ser.
Novamente escute, ouça o que você não pode acompanhar.
Mais uma vez toque docemente.
E me leve daqui.
(Celso Andrade)
sábado, 30 de abril de 2011
O dia em que não apareceu ninguém
E eu já estava acostumado a fazer e desfazer amores, fossas, parecia até a fuga da minha existência, mais não esse era o meu destino, o de muito esperar, o de pouco pedir, o de nada receber. eu que em matéria de casamentos, namoros, nunca fui muito bom, já podia receber título de PHD, e há quem diga da minha vida só o futuro me serve. Vi todo meu ser tratado em vão, e do chão ninguém o levanta.
(Celso Andrade)
domingo, 17 de abril de 2011
E que boca se atreverá a beijar ansiosa essa multidão de cães, famintos e espalhados pelos sábados e domingos, ou quem se atreverá a encostar nesse corpo conduzido pelo tempo condenado ao infortúnio desafeto, quem procurarás na distância tamanha solidão. Mas a casa já não abriga tanta coisa como antes, só uns sapatos, uma ou outra impressão digital da alma, uns palavrões gravados pelas paredes da cozinha, a cama sem os pés, o guarda roupa sem as minhas roupas. E se eu voltasse faria uma faxina, recolheria os pertences dos outros e de porta em porta devolveria objeto por objeto aos respectivos dono. Não me imagino com cinquenta anos e ter ajuntado em casa restos de gente.
(Celso Andrade)
quarta-feira, 6 de abril de 2011
felicidade na esquina..
E furtivamente assaltarei a felicidade na esquina mais próxima, a mais perigosa de todas, e me deixarei seduzir pela noite dos encontros. Numa esquina você nem imagina o que te espera, as vezes surpresas, outras vezes transbordará de compaixão pela alma dos que encostarem ao seu lado. Pelo esforço humano e desnecessário na busca de amor, paixão e essas coisas que só um outro ser lhe pode ofertar, não perdemos tempo. sejamos objetivos nos olhares, na bebida escolhida sempre mais um copo, nunca é demais a felicidade de bar.
(Celso Andrade)
segunda-feira, 14 de março de 2011
Te mando flores
Te mando flores de onde ninguém desconfia
Te olho de longe e você nem sabe que não te posso
Te peço desculpas por não querer
Por não poder adentrar.
Te mando alguns espinhos junto, e sem que perceba
Retiro pouco a pouco o teu perfume
Cuido apenas pra que a água não seque tão rápido
No dia em que amor não restar, te cubro de pétalas.
A Jenifer - foi quase impossível não lembrar de você a cada linha escrita.
(Celso Andrade)
Te olho de longe e você nem sabe que não te posso
Te peço desculpas por não querer
Por não poder adentrar.
Te mando alguns espinhos junto, e sem que perceba
Retiro pouco a pouco o teu perfume
Cuido apenas pra que a água não seque tão rápido
No dia em que amor não restar, te cubro de pétalas.
A Jenifer - foi quase impossível não lembrar de você a cada linha escrita.
(Celso Andrade)
sábado, 12 de março de 2011
Excessos
Hoje me faltam as palavras
Esse que passou me despiu até delas
Mas volto de mansinho
Aos poucos reconstruo aquilo que chamo "outra vida"
Desse que não me sobra nada
Peço contas
Escrevo pra mim
Não dedico uma linha do meu tempo inútil,
Esse é o meu poema frágil.
(Celso Andrade)
Esse que passou me despiu até delas
Mas volto de mansinho
Aos poucos reconstruo aquilo que chamo "outra vida"
Desse que não me sobra nada
Peço contas
Escrevo pra mim
Não dedico uma linha do meu tempo inútil,
Esse é o meu poema frágil.
(Celso Andrade)
sábado, 5 de março de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Só, como se nunca estivesse...
Meus amigos recebem flores,
beijos e livros.
Eu recebo nãos,
ausências
......
e fugas.
(Celso Andrade)
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Pequenos abandonos..
E depois que você se reduz a apenas uma mesa de bar solitária com amigos, dias inteiros em casa quem sabe, livro na mão para não sofrer um acidente fatal de tanto ócio, você não liga ou tem vontade de esperar na porta de casa ao chegar do trabalho, mais depois que você se reduz a algumas palavras como: Sou fraco por precisar da compreensão do outro, do abraço do outro, do outro tudo que já tornou prisioneiro dos pequenos detalhes, como: a mesma marca do carro, o restaurante frequentado. E sabe essa coisa de tempo que todo mundo fala, que vai passar e o cara lho.. não passa! Não muda! você se esforça para esquecer, vira psicólogo do próprio coração, e esse tempo pode ser uma vida inteira, já que não se sabe nunca quanto tempo os detalhes não mais te matarão dias a fora.
Tudo que preciso é te matar dentro de mim.
(Celso Andrade)
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Ah, quem me dera
Sentir,
quem me dera não ser assim
Conceber urgente o fogo outra vez,
outra vez sentir lentamente a chama
Fixar o calor da cama, o cheiro no sofá
Cruelmente mastigar cada beijo
Vãos anseios do homem
Ah, quem me dera
Só,
o amor adentrar.
(Celso Andrade)
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Tudo tornou-se confuso
Virou solidão aparente
Tudo é tão pronunciado
silenciosamente em mim
que vira canção.
Aos desconhecidos
só lhes restam um punhado
de sensatez e palavras duras.
Me fecho numa tentativa
de segurar o fio antes de arrebentar
antes de enlouquecer,
antes mesmo de me doar ao acaso.
(Celso Andrade)
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
A isso, chamamos pequenas-esperanças
Os pequenos detalhes é que vão nos matando aos poucos, os jestos bonitos, os lugares frequentados evito para não me ferir mais do que posso suportar, o cotidiano torna-se nosso inimigo, o telefone é uma arma apontada sobre nossa cabeça, ouvir o nome é como ser jogado abismo abaixo sem aparo na descida, mais o sono é aliado como qualquer forma de abandono ou lembrança ruim. Sei que todas as manhãs esqueço nem que imperceptível aos olhos cada jesto, parte ou algo que me remeta a você. Dias e diasvivo e ninguém percebe que te mato aos poucos, mato o amor, a lembraça boa, as dores, seus gostos, a maneira de sentar ou dormir, as canções, viagens, dentre todas elas o sexo que de forma ou outra vai sendo substituído por outros corpos, bocas, sorrisos trocado. Mãos postas a nos levantar a cada hora, minuto e segundo que você vai sendo apagado de vez de mim do que fomos e por isso continuamos a gostar de tudo que tem vida.
(Celso Andrade)
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Por isso tentamos e arduamente não desistimos.
Uma espécie de mão magica me segura para não enlouquecer, para não me levar em lugares muito conhecidos cheio de lembranças, há uma espécie de desespero gradual que aumenta e diminui a cada hora do dia, a cada ligação ou abraço recebido, qualquer tentativa de aproximação soa mais inútil que o suicídio desnecessário, debates e monólogos dias a dentro numa louca tentativa de não perder o fio da vida, da lucidez do desejo escondido de continuar, da contemplação do sol, do eu-que mais importa nessa hora.
(Celso Andrade)
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Como um dia de domingo
Sempre me deparo com o não ter a quem ligar, ou olhar para metade da agenda e declara-lá inútil, ou tentar algumas pessoas, uns amigo distantes o qual não sabemos mais o que fazem ou onde vivem, mais sempre uma furada, falarão dos diplomas, das viagens a Europa, do casamento no fim do ano, do filho a espera, a primeira colocação no concurso, desisto mesmo antes de discar o primeiro número, então penso em sair conhecer gente nova, falar coisas que na manhã seguinte não te perguntarão, nem cobrarão promessas, nem te ligarão contando do namorado que a deixou esperando na porta do cinema, muito menos te chamará para ir a alguma festa forçado, fazer caras e bocas, perguntar de onde você é, o que você estudou, trabalha com o que, ou dizer umas verdades fúteis como você é bonito, diferente dessa gente toda, ou pedir-lhe um beijo sem gosto, beijo de sexo, depois sumir no meio da multidão com um martini ao lado, pedir seu telefone para fingir ligar no outro dia ou no meio da semana com vontade de fazer sexo, ou nem olhar mais a sua cara vazia, muda e quase irreconhecível de tantas, e muitas saídas, hoje não me rendo, o quarto é melhor que tudo, melhor com uma canção de final de filme trágico, coração pulsante a espera de que alguém ligue, nem que seja para a voz sentir chamar seu nome, apelido, perguntar como vai, o que esta fazendo, e você inventa alguma mentira para não repetir mais uma vez que esta escrevendo que não tem saco, nem vontade de usar a máscara do cotidiano, escovar os dentes pentear os cabelos, ou nada disso, acompanhar alguém a rua, ir ao teatro, chorar quando alguma coisa no espetáculo falar de vocês dois, lembrar a primeira briga, a primeira transa, a primeira semana sem se ver, a primeira ligação rejeitada, o último encontro, a última conversa. Pensou seriamente se queria viver a mesma vida de antes, não duvidou em escolher a roupa no guarda roupa, em passos largos quase dançante, escolhei um jazz antigo cheio de vozes finas, caprichosíssimas nuances repetindo o movimento do banho, quase triunfal de tanta vida escondida debaixo de cada desconforto passado, só resta uma noite tranquila e calma, talvez em algum restaurante, bar, ou mesmo a cama, acordar como se nada tivesse acontecido, ou pensar estar nascendo outra vez num belo dia de sol.
(Celso Andrade)
sábado, 8 de janeiro de 2011
Fragmentos de uma Carta confessional l
Tenho quase a certeza de que preciso repensar se quero viver mesmo essa fantasia, a vida não é um filme que se mudas as partes, põe mascaras e encobre o que não é belo. Quando acho que fui premiado logo a repressão se faz presente, preciso de um tempo para mim, pensar no quero viver, se somos mesmo aquilo que éramos desde o início. Sei que tentamos mais não funciona, não acontece, preciso que vá. Te deixo ir, não tente me encontrar. O que muda se voltarmos a viver nossa vida como éramos antes de saber um ao outro, onde não tinha fantasia alguma? Partirei, não me procura tampouco fantasia, gosto do real, do que posso apalpar.
Te abraço.. forte
Anônimo
(Celso Andrade)
Onde o homem impuro deposita seus fatídicos sentimentos e lhe joga migalhas, acredite no que não vê, a aparência sempre terá outra face e estará preparada para a qualquer momento mostrar-se inteira para o que você ainda não viu, se hoje te ri amanhã te empurrará da ponte mais próxima, acredite, você não sabe nada sobre o aparentemente conhecido, saiba que eu poderia estar aqui escrevendo uma porção de coisas bonitas, uma porção de coisas inventadas para te fazer feliz, alegre e o caralho a quatro, mais saiba que eu não estou inventando mais uma estoriazinha para me fazer nobre ou superior, mais é que cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é".
(Celso Andrade)
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
"Vivendo vozes"
Há alguém batendo ta porta,
pede para entrar com uma voz tênue e firme,
mais demoro a levantar,
já bateram assim outras vezes,
foram meninos de brincadeira,
as vezes quebram a maçaneta ou sujam a porta,
mais a voz as vezes perto outras longe
parece ilusão, ri, pergunta ou emudece
me fazendo homem, me fazendo menino
também não te vejo tampouco te toco.
O problema é que tenho espaço
pode ser loucura ou até cansaço,
mas o que faço?
Não faço mais nada além de te ouvir
falar essa canção que em mim ri.
(Celso Andrade)
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Novo? Só os pensamentos..
O que não umidece,
o que que não amadurece
o que nem ainda é chuva e amanhece num vão,
num porão escancarado para o dentro sentir brotar
do chão, da mão, dos nãos que a vida ainda nos dá.
Dos deuses na esquina mirar, esquecer, gargalhar
os tropeços, ócios e ofícios do viver
de se manter vivo, sóbrio dessa palhaçada de amor
não se pode vacilar, tropeçar jamais.
Cante, quando jamais não poder esqueça,
veja, aqueça as mão na lareira e volte,
retorne a luta enquanto sangue ainda houver
bata, peça, jamais implore.
Nunca impeça de alguém chegar, pular, sorrir
beijar, só não se deixe esmagar, ameaçar,
até arrebentar-se do medo de perder.
(Celso Andrade)
o que que não amadurece
o que nem ainda é chuva e amanhece num vão,
num porão escancarado para o dentro sentir brotar
do chão, da mão, dos nãos que a vida ainda nos dá.
Dos deuses na esquina mirar, esquecer, gargalhar
os tropeços, ócios e ofícios do viver
de se manter vivo, sóbrio dessa palhaçada de amor
não se pode vacilar, tropeçar jamais.
Cante, quando jamais não poder esqueça,
veja, aqueça as mão na lareira e volte,
retorne a luta enquanto sangue ainda houver
bata, peça, jamais implore.
Nunca impeça de alguém chegar, pular, sorrir
beijar, só não se deixe esmagar, ameaçar,
até arrebentar-se do medo de perder.
(Celso Andrade)
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
(Ouço Adriana Calcanhotto e me dá uma saudade irracional de você).
Era desumano mais acordei com uma espécie de amor-morto, é esses que nos assombram nos levam ao passado, é nessas horas que futucamos cantos, vasculhamos fotografias mesmo sem querer só pra espiar, talvez sentir um átimo daquele amor, agora estático na foto já um pouco envelhecida, faz tanto tempo e eu aqui quieto pensamento vagando passeios, idas ao cinema, as mãos dadas, o beijo na escada, o ultimo encontro- aquele que você não foi ou talvez o encontro solitário comigo mesmo daqueles que choram em plena praça da cidade segurando o celular, sem disfarçar aos passantes a dor e o abandono. O dia nessas horas passam lentamente, mais rapidamente esquecemos o morto e só nos resta um amor maduro e sensato.
(Celso Andrade)
Era desumano mais acordei com uma espécie de amor-morto, é esses que nos assombram nos levam ao passado, é nessas horas que futucamos cantos, vasculhamos fotografias mesmo sem querer só pra espiar, talvez sentir um átimo daquele amor, agora estático na foto já um pouco envelhecida, faz tanto tempo e eu aqui quieto pensamento vagando passeios, idas ao cinema, as mãos dadas, o beijo na escada, o ultimo encontro- aquele que você não foi ou talvez o encontro solitário comigo mesmo daqueles que choram em plena praça da cidade segurando o celular, sem disfarçar aos passantes a dor e o abandono. O dia nessas horas passam lentamente, mais rapidamente esquecemos o morto e só nos resta um amor maduro e sensato.
(Celso Andrade)
sábado, 18 de dezembro de 2010
Escuto ópera sempre que vem a agonia, tenho poucas vontades além de ouvir ópera, gritar é uma delas, talvez cantar alto como se fizesse uma "limpeza por dentro", a pior delas é a falta de palavras, assuntos aos montes esperando alguém para discorrer, mais fujo afim de não aprofundar demais nas dores, dores precisam apenas de cautelas, mexer jamais, parar e observar quando se já é forte.
(Celso Andrade)
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Ah! Se coubesse meu coração em uma caixa de fósforo...
Ah! Se coubesse meu coração em uma caixa de fósforo
E se não sobrasse espaço demais ao amor
Coração dividido entre o sim e o não
Entre o fica ou a fuga sem despedida
Quem deras saber a rua que cruza a luxúria e a loucura
Fugiria sem ser notado.
(Celso Andrade)
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
A - mar
E como numa caminhada fúnebre marchou rumo ao mar, a grande imensidão na sua frente, ajoelhou, falou umas três palavras, depois pôs-se a chorar, lembrou dos que ficariam, dos que sentiriam sua falta, pensou seriamente em todos, e não havia como voltar, era a sua prece altiva demais para ser negada, era a sua imensidão solitária maior que qualquer esperança ou sonho, entoou uns versos quase mudos, agora que se aproximara de Deus, resolveu voltar como quem nunca esteve aqui ou lá de onde veio, seguiu e olhou para trás algumas vezes para não esquecer o caminho.
( Celso Andrade)
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
(D(espe)lho)

.
.
.
.
.
Não exiges demais o que não posso
Olhar-me ao espelho é tarefa dura
Saber dos olhos o que neles se passam,
Ah! quem dera saber de mim mesmo.
Não pergunteis às respostas sobre a verdade
Apregoa o que dos meus passos florescer,
pois da boca só silêncio anunciarei
Então abraçai-me quando eu calar;
.
(Celso Andrade)
sábado, 13 de novembro de 2010
Para os excessos da convivência
Ah! quem diria, os excessos..
O silêncio na hora errada
ao invés do beijo alegre.
Quem diria amor,
você assassinado pelo ego
ferido por uma chaga antes nunca visto.
Hoje, é a concretização do futuro que não foi,
do que não se sonhou.
Hoje só a fuga,
o retrato não tirado amarelando no canto da alma.
a juras caladas na imensidão do incompreensível.
De tantos anseios amor não mais te recordarei,
mais acordo do sonho,
do irreal das relações que nos solapam até a fome,
à nostalgia em compartilhar o outro lado da cama.
Quem encontramos ao relento dos dias nem reparará
na nossa face o esplendor e a doçura de uma convivência estragada.
Ao que encontrar, pedirei que peça prece num antro religioso.
tomarei o ombro e dele farei aparar o pranto não derramado,
dele farei confessionário, mesmo sabendo da impossibilidade de cura.
(Celso -Eu )
O silêncio na hora errada
ao invés do beijo alegre.
Quem diria amor,
você assassinado pelo ego
ferido por uma chaga antes nunca visto.
Hoje, é a concretização do futuro que não foi,
do que não se sonhou.
Hoje só a fuga,
o retrato não tirado amarelando no canto da alma.
a juras caladas na imensidão do incompreensível.
De tantos anseios amor não mais te recordarei,
mais acordo do sonho,
do irreal das relações que nos solapam até a fome,
à nostalgia em compartilhar o outro lado da cama.
Quem encontramos ao relento dos dias nem reparará
na nossa face o esplendor e a doçura de uma convivência estragada.
Ao que encontrar, pedirei que peça prece num antro religioso.
tomarei o ombro e dele farei aparar o pranto não derramado,
dele farei confessionário, mesmo sabendo da impossibilidade de cura.
(Celso -Eu )
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Era um dia desses qualquer
Eu dentro desse dia qualquer.
Dentro desse dia uma música
Dentre dessa música ninguém.
Esse dia pode ser hoje,
digo que é um dia qualquer
mesmo sendo hoje.
Há uma paisagem nesse dia
Nesse dia não chove
tampouco faz sol
o dia amanhece estático
até eu me movimentar;
(Celso Andrade)
Eu dentro desse dia qualquer.
Dentro desse dia uma música
Dentre dessa música ninguém.
Esse dia pode ser hoje,
digo que é um dia qualquer
mesmo sendo hoje.
Há uma paisagem nesse dia
Nesse dia não chove
tampouco faz sol
o dia amanhece estático
até eu me movimentar;
(Celso Andrade)
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Quarta feira -chuvosa
Chove lá fora, uns relâmpagos iluminam a calçada que exala cheiro de terra molhada, barulho de pingueira, trovões misturam-se a um jazz antigo, a tempos não era remetido a um passado aparentemente calmo e distante. A casa vazia, saíram todos, vazio também o meu ser, não saíram, mas esqueceram da minha insanidade amorosa e desumana. Não tem problemas quando a cidade se cala pra ouvir a sinfonia da natureza, e dela me faço expectador assíduo, só não tenho a mesma companhia de outrora, com direito a beijos e afagos...
(Celso Andrade)
(Celso Andrade)
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Segunda- Feira modorrenta
Há os que optam pelo silêncio, há quem mesmo em qualquer espécie de desespero não tem opção, a minha opção é o silêncio.
Escuto a sinfonia do mundo, uma desconsertada música soa em nós ao andar pela rua. Nessa caminhada compartilho coisas e afeto. Sair de casa é uma troca mútua com pessoas que você nem conhece mais farão parte de nossas vidas, dos comentários infundados a palpites infrutíferos, dos olhares que nos são arremessados passemos longe, guardemos o bom-dia para nós mesmo, e cumprimos nossa tarefa diária.
(Celso Andrade)
Escuto a sinfonia do mundo, uma desconsertada música soa em nós ao andar pela rua. Nessa caminhada compartilho coisas e afeto. Sair de casa é uma troca mútua com pessoas que você nem conhece mais farão parte de nossas vidas, dos comentários infundados a palpites infrutíferos, dos olhares que nos são arremessados passemos longe, guardemos o bom-dia para nós mesmo, e cumprimos nossa tarefa diária.
(Celso Andrade)
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Temos sempre que esperar, debater o inalcansável, esquecer os desencontros e esperar outra vez, mas ando com uma espécie de fadiga para o amor. Uma espécie de bagunça interna. Vez enquando perco-me em alguma música entre livros acho algum personagem de poucos amigos e nos tornamos cúmplice. Há sempre uma solidão esperando ao acordar, não solidão pela falta de quem compartilhar. Apesar de tudo isso não tenho nenhum problema.
Ando por ai e ninguém sabe que o meu espírito corajoso morreu faz tempo.
Há dias que o cansaço vem nos fazer companhia.
(Celso Andrade)
Ando por ai e ninguém sabe que o meu espírito corajoso morreu faz tempo.
Há dias que o cansaço vem nos fazer companhia.
(Celso Andrade)
sábado, 2 de outubro de 2010
Bom senso
O orgulho mata o bom-caráter, o ego leva a mendicância moral, ai dos que optarem por tão austero aspecto, estarão numa gambiarra social infindável.
(Celso Andrade)
(Celso Andrade)
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