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domingo, 22 de novembro de 2009

Poesia molhada


E eu ia indo por dentro da chuva, não importava-me as roupas, o resfriado depois, eu queria sentir cada gota entrando-me os poros, e cada uma delas ia misturando-se às minhas lágrimas que caiam sobre o meu pranto contido desde quando comecei a andar, porque aquela chuva significava todos os choros que nunca conseguiria chorar em vida.

Celso Andrade.

Um comentário:

pequenas epifanias disse...

não sabia que o conto do Caio, do "poço", havia inspirado seu blog.


ahhh esse fragmento.

só me lembra daquela peça que vimos.

me deu tanta vontade de chorar.
tanta.


até transbordar de tanta lágrima.
como aquela chuva.
aquela dor.