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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Poema por desleixo


Ninguém entende-me
ninguém me ler,
nem almenos sabe o quero falar.
Nem se aproxima dos meus escritos
pois pode querer-me amar,
ainda por cima tem me como inimigo.
Ninguém me ouve, ninguém me vê
nem sabe o posso querer, também...
nem quero saber, sou um poeta
do desleixo, pois escrevo sobre
o descaso dos meus leitores,
mal amados, que vive em horrores.

Celso Andrade



2 comentários:

Robson Rogers disse...

Sentimental com uma pitada de desdém?

do Céu disse...

eu não escrevo pra ninguém...