Páginas

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Brasil Negreiro



Navego contra a correnteza num navio onde minha beleza batalha a favor do navio negreiro, onde luto conta o passado de uma geração sem compaixão. Vingo o açoite que estalava o corpo do meu ancestral , racismo - desgraçado que canta as memórias do mundo escravo, solto alienando mentes perdurando até o presente, varreis os mares de miseráveis dixados para trás, procurais pela noite quem usa chicote em seu favor, continuo a navegar e passo pelo povo que não nota-me entrar pelas salas e discursar pelas orquestras, onde os meus de igual DNA não tiveram vez.

(Celso Andrade)

4 comentários:

Bia Maia disse...

Celso...
Chorei aqui ao te ler...
Salve a IGUALDADE, salve o não preconceito, salve a JUSTIÇA.
Nosso sangue, que corre em nossas veias é VERMELHO igual...somos IDÊNTICOS!
Eu faço aqui nesta minha vida, a diferença que quero ver neste mundo...à começar por ter adotado uma linda criança...

Façamos a nossa parte...à começar por não DESISTIRMOS NUNCA!

Parabéns e beijos na sua alma, hoje...e outro beijo em seu coração...

Bia Maia

Magda disse...

Nossa, Celso você é muito bom mesmo! A cada dia tu me surpreende.
E Bia, é isso mesmo Salve a igualdade e justiça sempre!

Mistério do Planeta disse...

Que poema magnífico!!!!


meucaro poeta,
isso aqui está lindo demaissssss.


que luxo hein?! rs.

beijo meu querido-poeta.
que saudades.

Por que você faz poema? disse...

O Brasil não conhece o Brasil, infelizmente.