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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Partir(se)

Sim, perguntaram se era a saudade, respondi que era o desencontro habitual dos que se querem bem, e são obrigados a serem guiados pelo tempo, retruquei com lágrimas, não forcei a barra, andei pelo fio do desespero, vaguei lentamente pelas ruas da solidão, mais a distância ira sempre sê-la, o meu amor foi obrigado a paralisar, diminuir é impossível, fingir só aumenta a dor. Te esperarei numa esquina que ainda desconheço e estaremos "abertos", disponíveis para intensidade que nos aguarda.


(Celso Andrade)

2 comentários:

Sil.. disse...

Celso, não machuca assim o coração da gente!!

Ô coisa linda de texto.

Coisa linda você!

Te abraço forte!

olhar disse...

Ai...Celso...que lindo isto...me fez chorar aqui....o amor dói, viu...por que , hein???

beijos no seu coração...e que as esquinas da vida promovam logo este reencontro...

Bia