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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

(D(espe)lho)



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 Não exiges demais o que não posso
Olhar-me ao espelho é tarefa dura
Saber dos olhos o que neles se passam,
Ah! quem dera saber de mim mesmo.

Não pergunteis às respostas sobre a verdade
Apregoa o que dos meus passos florescer,
pois da boca só silêncio anunciarei
Então abraçai-me quando eu calar;
      
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(Celso Andrade)

3 comentários:

o n z e p a l a v r a s disse...

Celso,

Obrigada por visitar e ler o onzepalavras. A verdade é que na blogosfera, como você bem observou, tem muita gente navegando, pouca gente lendo, e é menor ainda o que há de interessante para ser lido. Gostei do conteúdo do seu blog, e por isso tornei-me seguidora. Essa postagem, especificamente, me remete aos duplos que existem em nós, o reflexo do espelho que sempre causa uma reflexão. Temos que ter cuidado para não cairmos no abismo de nós mesmos, como Narciso, não é?! Interessante...

Obrigada também por ter me acolhido como seguidora aqui no Poços de Mim, e fico feliz com a sua visita. Volte mais vezes, como eu farei. Absoluta certeza.

PS: Eu leio todos os comentários, porque para mim é um privilégio ser lida, em meio a tantos textos espalhados pela internet. Muito obrigada!

Ana

olhar disse...

Celso!Que saudades daqui...
É ...nos olharmos no espelho é algo que poucos conseguem fazer...mas essencial...

beijos!!

Bia

Jefferson Cruz disse...

Essa poesia abraçou o meu silêncio.. Interessante a morfologia icnográfica no titulo (D(espe)lho). Parece mesmo o reflexo no espelho