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sexta-feira, 16 de outubro de 2009



Sinto as vezes que dentro de mim
habita um cão faminto, voraz e sedento
vive latindo pra onde pergunto-me sempre
sem repostas o tenho levado assim
sem identificação no mais profundo de mim vive,
não tem rumo, nem direção,
às vezes ele parece querer sair,
outras fica tão quieto que acabo sentindo falta
do ardor que deixa em mim.

Celso Andrade.

Um comentário:

Robson Rogers disse...

Muito Bom.

Acho que todos de alguma forma temos um cão desses em nosso interior. As vezes agitado, as vezes catatônico.

Mas a pergunta que me faço é: Cabe a nós libertá-lo. Se cabe, devemos? E se devemos, de que forma?

Mais um mistério para procurar pelas respostas e encontrar nelas as melhores soluções que pudermos. Cada um encontrará a sua.

Fascinante.