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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Poema por explosão


Hoje acordei e disse pra mim mesmo
que não escreveria mais,
foi duro, tinha um poema meio diferente
desses que conto meus dilemas,
engasgado na caneta, me conti,
os dedos pareciam duros
fui posto no muro das letras
e lá estava ele inteiro , pronto,
para ser posto o ponto final,
segurei-me pra não correr,
nem me perder dos significados,
o dicionário sumiu, fiquei encabulado
era um poema de rima pobre, meio
dessas pessoas sem namorado
que nem tem muito a dizer
mais bem sabe escrever,
nem corta coração,
mais tinha no final um verso
de rima rica, mesmo sabendo
que alguém sempre fica submerso
sem entender o que queria o poeta
com esse poema quase atolado na lama
sem algum dilema e dor,
como alguém que ama
e não sabe que é o amor.

Celso Andrade.

2 comentários:

Robson Rogers disse...

Ownn!! Simplesmente encantador. Simples, mas de um carisma interessante. Meio dor, meio riso. Riso da dor... Gostei.

Marcio de Nassau disse...

Cara gostei muito encontrei em teus versos o fruto de tamanha sensibilidade. Parabéns. Abraços