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sábado, 10 de julho de 2010


Há um espaço no coração
o qual não sei o tamanho
entre o amor e o desamor
sobra apenas uma fresta

um ligar e desligar
onde cabe tudo...
inicio, meio e fim que
um relacionamento
pode oferecer.

Vivo nesse meio termo
onde restou-me a ausência
e o silêncio abrasador

Beiro o absurdo do convívio
entre a lembrança
e o vazio no coração
soprando-lhe pó de esperança.


Celso Andrade

11 comentários:

Pequenas Epifanias disse...

quando eu crescer, quero escrever feito você :)

Naty Araújo disse...

Que lindo, Celso... o poema ficou perfeito!

É vc na foto, né?
Ficou ótima também... combinou com o texto.
Viva a esperança... vamos tomar o último gole que nos resta dela.

Beijos

nina disse...

ô... você deixou o pedaço do meu pé rs.

Marie disse...

Ainda bem que nos resta um pó de esperança.

JoeFather disse...

Algumas vezes em que nos sentimos vazios resta-nos a busca por um sentimento bom que nos faça transbordar novamente... Parabéns pela inspiração! Abraços renovados!

Mateus Araujo disse...

Poeta Legítimo!!!

Débora Panterellas disse...

"e o vazio no coração
soprando-lhe pó de esperança."

Perfeito!

Tatiane Lemos disse...

Essa esperança, ainda trará um grande amor...

Beijos

Alice disse...

E para viver no meio termo há que se ter equilíbrio.

Belas palavras.
Abraços.

Alice.

Rafael Castellar das Neves disse...

Muito bom seu texto...a última frase arrebentou!!

[]s

Rosane Marega disse...

Lindo o seu blog, eu adorei!
Beijosssssss