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terça-feira, 1 de junho de 2010

A canção da sinceridade


Passeio pelos corpos que arrebentam
pelos rostos que não mais vereis
passo por casas fechadas
tudo fechado
contemplo fachadas
arranco portões, derrubo muros
arranco vertigem, planto sonhos...
Por mais difícil que se consiga
sinto liberdade

reformo meu ser
preparo-me a ti
improvisando uma canção de felicidade
e contemplo um mundo
em desespero existencial

cantores algazarram
esse momento incessante
pelas vozes caladas
sonhos cerrados, até quando...

esperemos sentido e sanidade
contemplamos a loucura dos dias
e horas deixadas para trás,
tudo muda
tudo transforma-se em uma sentença divina

fortificamos amor e matemos alforrias
descubramos com pequenos gestos vagos
entres os corpos que se perdem
a contemplação da eterna música
que toca numa cadência incessante.


(Celso Andrade)

4 comentários:

gorettiguerreira disse...

arranco portões, derrubo muros
arranco vertigem, planto sonhos...

Poeta que coisa linda cada poema seu!
Bjs Goretti. Te seguindo.

Magda disse...

arranco portões, derrubo muros
arranco vertigem, planto sonhos..." PERFEITO *-*

Superação, é o que vejo em cada poema seguinte.
Muito bom.

Robson Rogers disse...

Poemas ... Poemas e mais poemas.. cada um dizendo um pouco do que é ser vc mesmo e como é ver o mundo através de seus próprios olhos.
Ler poemas de alguém é conhecer sua alma.
É conhecer sem nem sempre entender cada virgula; mas sentir bem fundo como é que se sente.

jefhcardoso disse...

Parabens pela postagem..."contemplo fachadas, derrubo portões, derrubo muros". Só para atingir o alvo.
Jefhcardoso do http://jefhcardoso.blogspot.com