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sábado, 29 de maio de 2010

Hoje cansei de mim














 Já vaguei por toda a casa,
sai na rua e nada mudou
Deito na cama - o sono me rejeita
Logo sou absorvido pelo tédio
olho o telefone para ver se há algum problema
(não há, ninguém se lembrou de mim hoje)
então percebo o vazio deixado em mim
o silêncio da cidade entrando porta a dentro
o sol também vai indo,
deixando-me à beira da noite
a dormir abraçado com a solidão


(Celso Andrade)

7 comentários:

Ialy Darc disse...

perfeito Celso!!! ultimamente tou sempre sendo absorvida pelo tédio...

Marcelo Vinicius disse...

Ótimo! Muito bom!!

junhoz disse...

Em mim, ou tudo tende ao caos, ou tudo tende ao tédio...

Me sinto como nas tuas palavras com alguma banalidade...

gorettiguerreira disse...

Não é uma situação somente sua Celso.
Há momentos em que o tédio abafa nossas ilusões e nos detona mesmo. Mas, passa e o aman´~a vem com um raiar de um novo amanhecer.
Bjs da Guerreira
Seguindo

Sil.. disse...

Tantas vezes adormeci assim meu amigo...

Um grande abraço Celso.
Que tem o coração lotado de delicadezas.
Deusconserveamém!!!

Pequena Poetiza disse...

há solidões e solidões...
umas insuportavelmente insuportáveis

e outras de uma paz...

precisamos dos dois tipos
pra criar fluxo.

beijos

Por que você faz poema? disse...

O silêncio ensurdecedor
da cidade invade a casa.