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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Meu disperso monólogo em um diálogo



- Você não quis, você não se permitiu, deixou que o medo falasse pela sua própria consciência.

- Não mais podemos, a vida não é um conto que se pode mudar o trajeto final.

- Avida é aqui e agora, é o seco e rude confrontando-se com o belo.

- Respeito o mistério dos seu sentimentos, mas tenho em jogo não só sentimentos mais minha vida doada.

- Eu sabia que era real, só não sabia a profundidade de tudo isso, você confundiu meu silêncio com ausência.

- E se não tivéssemos um ao outro, como seria? porque agora esse estranhamento?

- Você desconhece o espaço que ocupa entre o afeto que nos envolve, desconhece o que é real e afetivo.

- Tenho um amor exilado numa vagabunda literatura sem lirismo, mais um trivial ato de coragem pode salvar-me.

- Levamos tanto tempo para nos compreender, algo em mim e em ti não desistiu , pelo contrário: Foi forte, onde andamos carregamos o peso do gostar sem esperar retorno, sem cobrar mais do que podemos oferecer um ao outro.


(Celso Andrade)

2 comentários:

Bia Maia disse...

Amar é não esperar nada em troca...


beijos no seu coração,

Bia

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Ah...o amor....
Seu blog arrasa!