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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Texto embaçado para um aprendiz


Às vezes pergunto-me porque temos a tendência a continuar amando depois de tantos, socos afetivos, desprezos, e paixõeszinhas não correspondidas?
Talvez seja um pacto entre a esperança e a vida, não morremos mais continuamos amando, continuamos esperando o que só Deus sabe, talvez essa paz que precisamos pensamos em encontrar em alguém, o sossego que não temos no cotidiano, é buscada no próximo, ou somos realmente incompletos a ponto de ir buscar num corpo coisas da alma que nem enxergamos, mas sentimos.
Alguns acabam perdendo a simplicidade em busca de modelos sensatos e sem graça, vindos de fora, que nem gostam mais está na moda, na TV, é comentado na roda de amigos, na faculdade, somos levado por uma criatura sem rosto, chamada consumismo, falsa felicidade, exposta na face de alguns que nem se quer teve o trabalho de pensar o porque, temos que casar, ter filhos, ter a mulher e o homem mais lindo(a), ter a chamada sexualidade adequada e sermos maquinas sexuais, ou o corpo do modelo da revista, pra chamar atenção dos outros, frequentar o restaurante mais caro, será mesmo pra isso que vivemos, será que é por isso nos sentimos incompletos, nos sentimos mal amados, se nem temos tempo pra pensar em afetividade, na pessoa que está ao nosso lado, na nossa família, a mãe carente e chegando a idade, o pai solitário e resmungão com seu "muro amoroso" com os filhos, o mendigo na esquina de casa que passamos e nem damos valor, será que estamos passando pela vida enegrecidos de sentimentos e caráter, e nem damos conta disso? Servimos apenas para festejar, praticar sexo, e "curtir", como chamam os jovens sem responsabilidade, sem saber que não "somos uma ilha" e que um dia precisaremos da maturidade e não teremos aprendido a amar o próximo, ou carregamos o que éramos criança e nos diziam que crianças não pensa e só serve para se divertir?

Celso Andrade.

Um comentário:

Robson Rogers disse...

Bom, primeiramente, acho que somos muito apegasdos aos sentimentos não correspondidos. O que nos faz suspirar de dor mais vezes do que o necessário. Daí, temos que execer o desapego. E sim, acho que é possível. Temos que criar a conscieência que Não queremos aquilo para nós.

Sobre o querer encontrar a paz e o sossego no amado(a), acredito que seja uma necessidade errônea que temos. É apenas um pensamento de fundo psicológico que nos diz que só temos sossego se encontrarmos essa pessoa. É uma forma de preencher o vazio. Mas a verdade é que pessoa nenhuma nos completa. Quem preenche o fazio somos nós mesmos. Pensar num par como objeto de nossa completude é estar comprometendo a saúde do relacionamento futuro, pois ele se tornará pesado com o passar do tempo. É comprometer nosso emocional, caso o realcionamento não seja "para sempre"enquanto durar. Pares não se completam, se complementam. É diferente.

Sobre nossas irresponsabilidades de jovens. Cabe a nóso amadurecimento. Indiferente da idade que tivermos quando o atingirmos. Quem demorar mais, obviamente terá consequências mais também. Façamos nossa parte, usando de nosso processo seletivo não pela beleza, pelo dinheiro. Mas pelo amadurecimento e pela identificação das almas.

Bom final de semana Celso.