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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Encontros

 














Levantar na ponta do pé que é pra não te acordar
escutando os susurros na cama me chamarem

espio pela sombra do quarto seus contornos ao deitar

aqui só sombra, lá fora vambora que é pra te esquentar

então me curvo lentamente sobre tua orelha e te beijo o pescoço

lentamente passeio pela casa quieta e espio o movimento
do vento brincar de cocegas o lençol balançar.

Pisas o chão frio da manhã onde estamos unidos pela insensatez
na mesma cumplicidade do anoitecer
onde senti teus lábios me tocarem pela primeira vez.


(Celso Andrade)

Um comentário:

Sandra disse...

belissimo texto!

Parabens

beijos