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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Para os que se encontram e se perdem

Afundo no ombro e roubo o cheiro não habitual,
é outro corpo a roçar a minha pele quente,
é o novo, o estranhamento fazendo-se presente.
Faz-se ríspido a verdade ao coração,
ao corpo que se acha junto a outro corpo
só restará uma lembrança,
de algo vago e intenso.


(Celso Andrade)

2 comentários:

Í.ta** disse...

bom teu poema, celso. gostei da forma como ele foi construído.

grande abraço!

Isa disse...

Gosto de sua sensibilidade!
Lindo, lindo!

beijinho.
Isa