; é segredo enquanto se acredita,
mais depois que você descobre o fundo,
acredite meu amigo..
O escondido atrás de cada rosto
O impronunciável dentro cada olhar
O pegar nas mãos é apenas simbolismo
Porque um dia vocês brigarão e tudo será posto cru na mesa,
e nunca se sabe quem estará preparado para servir-se.
Perderá tempo chorando
depois que a outra parte desviar o caminho para não topar contigo na rua.
Tentarás suicídio após desconfiar que
o beijo era só para abrandar a euforia dos corpos
São as pessoas, dirão se souberem que
o empirismo e a minha intuição não andaram juntos
É o mundo dos outros confrontando como seu
O meu? ninguém o sabe, nem eu o sei,
mas ando desconfiado da sua magnitude.
Porque,
Terás muita raiva quando souber que...
(Celso Andrade)
terça-feira, 31 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
O seco,
é a falta,
do que falar.
É o amor surdo.
É o sonho atrasado.
O seco iluminando
manhãs e as tardes
das gente.
E o ríspido fazendo-se família
porque o seco vem dos indivíduos.
Na minha casa,
na minha rua
já nasceram na falta.
Nasceram num silêncio feroz.
Quem nasce nesse tempo não tem escolha,
é tudo figurativo.
A escola é o nada
O boteco é a igreja
Deus é a aparência
O amor é a alma vendida.
Mais ainda me recuso a ser seco, mesmo sendo o nada.
(Celso Andrade)
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Se os verem pelo caminho, digam que já não posso.
(Celso Andrade)
sábado, 7 de agosto de 2010
O mundo faz de de você cigarro, te convida pra a ciranda dele, mas você só precisa ter algum atrativo, se não fica de fora, até que você inocentemente mostre os seus sentimentos(que é a essência), depois faz você mostrar sua capa(que é a sinceridade) ai te consome até não mais poder, te bate no cinzeiro, pisa e joga fora, mais até que você descubra o jeito, a senha, a podridão por trás de tudo isso, já te lavraram a cara.
a minha querida Jaqui do sul.
a minha querida Jaqui do sul.
(Celso Andrade)
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Até que ponto o dilaceramento era importante para nos sentirmos fortes, vivos e capazes das mais fatídicas dores do amadurecimento de nós mesmo. Era preferível a fuga, claro, quem se imaginaria dentro dos dias longe do chão, fora de si, dentro do "Outro", dentro do que não definia. cabeça girando, pernas inseguras, coração dormente, capaz de chorar ou dançar na primeira batida que remetesse ao "Outro", ou as dores de si mesmo. Era preferível o meio termo (a seguraça dos que não vão a lugar algum).
(Celso Andrade)
(Celso Andrade)
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Partir(se)
Sim, perguntaram se era a saudade, respondi que era o desencontro habitual dos que se querem bem, e são obrigados a serem guiados pelo tempo, retruquei com lágrimas, não forcei a barra, andei pelo fio do desespero, vaguei lentamente pelas ruas da solidão, mais a distância ira sempre sê-la, o meu amor foi obrigado a paralisar, diminuir é impossível, fingir só aumenta a dor. Te esperarei numa esquina que ainda desconheço e estaremos "abertos", disponíveis para intensidade que nos aguarda.
(Celso Andrade)
(Celso Andrade)
Assinar:
Postagens (Atom)